EI continuará sendo ameaça, diz grupo de inteligência alemão

EI continuará sendo ameaça, diz grupo de inteligência alemão

Agência alerta para aumento do número de militantes islâmicos na Alemanha, que podem ser recrutados pelo grupo jihadista

O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 14h17

BERLIM - Os militantes do Estado Islâmico (EI) terão condições de montar operações no Iraque "no futuro", apesar dos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos e dos esforços das forças de segurança iraquianas para recuperar territórios, afirmou a agência de inteligência externa alemã BND.

“A perpetuação do vácuo político e de segurança no Iraque no futuro previsível tornará mais difícil combater grupos terroristas e radicais”, disse a agência.


A inteligência alemã também alertou sobre o número crescente de militantes islâmicos dentro da Alemanha prontos para se juntarem ao EI no Iraque e na Síria e sobre o risco cada vez maior de embates violentos entre facções radicais rivais nas ruas alemãs.

O grupo jihadista ocupou vastas porções de território iraquiano e sírio este ano, declarou um califado e executou ou expulsou muçulmanos xiitas, cristãos e outros grupos que não compartilham sua visão extremista do islamismo sunita.

Em comunicado nesta terça-feira, 28, a BND afirmou que o EI ainda é capaz de atuar de forma eficaz na província de Anbar, no oeste do Iraque, e nos arredores da capital Bagdá, e trabalha para convencer mais sunitas iraquianos a se voltarem contra a coalização internacional encabeçada pelos EUA.

Na Síria, a BND afirmou que as lutas entre o EI e forças curdas na cidade de Kobani, perto da fronteira turca, mostraram que os extremistas ainda estão em condição de atacar, mesmo com a mobilidade reduzida após as incursões aéreas da coalizão.

Em razão dos recursos limitados, as forças do presidente sírio, Bashar Assad, estão concentradas em centros urbanos como Damasco, Homs, Hama e Alepo, no eixo norte-sul do país, e no litoral, onde tiveram alguns sucessos militares, disse a BND. As forças praticamente deram as costas ao leste densamente povoado, permitindo a expansão do EI na região, acrescentou a agência.

Em uma declaração paralela, a agência BfV, que lida com a inteligência nacional, declarou que o número de islâmicos salafistas – que advogam uma interpretação rígida e purista do islã - está aumentando na Alemanha, e com ele o número de recrutas em potencial para o grupo extremista. Cerca de 450 pessoas partiram do país para se juntar aos radicais sunitas.

“Os salafistas estão recrutando combatentes para o EI. Desde o verão (local) de 2014, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) está recrutando seus seguidores para lutar contra o EI”, disse o presidente do BfV, Hans-Georg Maassen, no comunicado da entidade. / REUTERS

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