AP/ Reprodução
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EI destrói peças da civilização assíria em museu do Iraque

Peças datam dos séculos 7 e 8 a.C. e têm valor histórico inestimável; grupo diz que 'Maomé ordenou destruição das relíquias'

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 12h29


BAGDÁ - O Estado Islâmico destruiu uma coleção de estátuas e esculturas do Museu Histórico de Mossul, no norte do Iraque. As peças, que remontam à antiga era assíria, datam dos séculos 7 e 8 a.C., têm valor histórico inestimável.

O vídeo dos militantes islâmicos radicais mostrou homens atacando os artefatos com marretas ou furadeiras, dizendo se tratar de símbolos de idolatria. "O Profeta Maomé nos ordenou a nos livramos de estátuas e relíquias, e seus companheiros fizeram o mesmo quando conquistaram países depois dele", disse um homem não identificado na filmagem.

O museu foi tomado pelo Estado Islâmico em junho. Os militantes derrubaram as estátuas de suas colunas, despedaçando-as no chão, e um homem usou uma furadeira elétrica em um touro alado.

No vídeo é possível ver um grande recinto repleto de estátuas desmembradas, com canções da facção sendo tocadas ao fundo.

Lamia al-Gailani,arqueóloga iraquiana e membro associado do Instituto de Arqueologia, sediado em Londres, disse que os militantes causaram um dano incalculável. 

"Não é só a herança do Iraque, é do mundo todo. É a herança humana", declarou. "As peças são inestimáveis, únicas. É inacreditável. Não quero mais ser iraquiana." A cientista comparou o estrago à destruição das estátuas de Buda em Bamiyan realizada pelo Taliban afegão em 2001./ REUTERS

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