Reprodução
Reprodução

EI divulga vídeo com ameaças e combatentes curdos em jaulas

Imagens intercaladas insinuam que os prisioneiros podem ser queimados vivos, assim como ocorreu com um piloto jordaniano em janeiro; gravação intitulada 'Ao povo curdo' não teve sua veracidade comprovada

O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2015 | 20h22

BAGDÁ - Militantes do Estado Islâmico (EI) divulgaram neste domingo um vídeo mostrando ao menos 21 prisioneiros em gaiolas - entre eles, 16 milicianos peshmergas, combatentes curdos que lutam contra os jihadistas, além de outros oficiais da polícia e do Exército iraquiano.

Os prisioneiros são mostrados na gravação de nove minutos vestindo macacões laranjas dentro de jaulas individuais, que são transportadas em caminhões em meio a uma multidão. Imagens intercaladas insinuam que os prisioneiros podem ser queimados vivos, como ocorreu com o piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh.

Segundo a rede de TV americana CNN, extremistas do EI entrevistavam os prisioneiros peshmergas com microfones para eles instigarem outros combatentes a abandonar a luta contra o EI. O vídeo, intitulado “Ao povo curdo”, não teve sua veracidade comprovada.

A gravação foi divulgada poucos dias depois do anúncio de que os curdos peshmergas estão trabalhando ao lado das Forças Armadas iraquianas em um plano para retomar Mossul, a segunda cidade iraquiana a cair sob o controle dos radicais do EI, em junho do ano passado. Os curdos devem representar ao menos três brigadas na ofensiva, que terá cerca de 25 mil soldados e contará com apoio dos Estados Unidos.

Resposta. Forças curdas fixadas na Síria avançaram ontem sobre uma fortaleza comandada pelo EI no nordeste do país, em uma ofensiva feita em conjunto com ataques aéreos americanos. Cerca de 50 combatentes do EI foram mortos. A milícia curda YPG é a mesma que no mês passado colocou o Estado Islâmico para fora da cidade de Kobani. O ataque ocorreu durante a noite no nordeste da província de Hasaka. / AP e EFE 

Tudo o que sabemos sobre:
EIoriente médio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.