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EI diz ter executado dois reféns da China e da Noruega

Nem o governo em Pequim nem o em Oslo confirmaram a morte de seus cidadãos, sequestrados pelo grupo radical no ano passado

O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2015 | 15h08

OSLO - O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) anunciou nesta quarta-feira, 18, ter executado um refém norueguês e outro chinês sequestrados na Síria

A organização radical mostrou em uma das páginas de sua revista online "Dabiq". publicação as fotos de corpos que pertenceriam aos prisioneiros, identificados como  Ole Johan Grimsgaard-Ofstad, de 48 anos, e Fan Jinghui, de 50 anos.

"Os reféns foram executados após terem sido abandonados pelas nações e organizações apóstatas", diz o texto.

A autenticidade das informações não pôde ser verificada e, por enquanto, nem o governo em Pequim nem o em Oslo confirmaram a morte de seus cidadãos.

Há pouco mais de dois meses, o EI divulgou na "Dabiq" fotografias desses reféns vivos, usando macacões amarelos, segurando cartazes escritos "Prisioneiro a venda". À época, os jihadistas acusaram Noruega e China de abandonar os sequestrados ao se negar a pagar o resgate em troca da liberdade.

As autoridades norueguesas confirmaram o sequestro de Grimsgaard-Ofstad no final de janeiro na Síria e explicaram que o governo não paga resgates porque essa medida poderia aumentar o risco de outros sequestros.

A China, por sua vez, tinha anunciado que havia dado início a "um mecanismo de emergência" após comprovar que Fan Jinghui era de fato o cidadão chinês que estava desaparecido fora do país. O governo não disse, no entanto, se estava disposto a pagar o resgate, embora tradicionalmente costume ser contrário ao método neste tipo de caso. /EFE

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