MOHAMMED SAWAF/AFP
MOHAMMED SAWAF/AFP

EI executa 18 homens em Palmira que seriam leais ao regime de Bashar Assad

Vítimas foram executadas em uma praça pública da cidade, que foi tomada pelos extremistas em 20 de maio durante uma ofensiva

O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2015 | 12h49

BEIRUTE - O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) assassinou 18 homens que seriam leais ao regime de Bashar Assad, entre soldados e pistoleiros, na cidade monumental de Palmira, controlada pelos jihadistas, informou nesta segunda-feira, 30, o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG, que citou moradores da região, explicou que as vítimas foram executadas extrajudicialmente em uma praça pública de Palmira, no leste da província de Homs, no centro da Síria.

Os radicais disseram aos cidadãos que suas vítimas eram "soldados do regime alauita e 'shabiha'" (pistoleiros), capturados durante combates.

Palmira, cujas ruínas são consideradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, foi tomada pelos extremistas em 20 de maio durante uma ofensiva no leste de Homs.

Desde então, o EI realizou dezenas de execuções de pessoas acusadas de serem leais ao regime de Assad.

Em julho, a organização jihadista publicou um vídeo que mostrava 25 supostos soldados sírios sendo assassinados a tiros por menores de idade recrutados pelo EI no teatro romano de Palmira.

Combate ao terrorismo. No domingo, Bashar Assad, afirmou que seu país e seus aliados estão empenhados em continuar lutando contra o terrorismo, apesar do crescente apoio que estes grupos estão recebendo de "países hostis", informou a agência oficial de notícias Sana.

Assad fez as declarações em um encontro em Damasco com uma delegação iraniana, liderada por Ali Akbar Velayati, conselheiro de política internacional do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o vice-ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdulahian.

"Este empenho em lutar contra o terrorismo seguirá apesar da recente escalada por parte de alguns países hostis que, enquanto dizem estar lutando contra o terrorismo, aumentam (os envios de) fundos e armamento a estes grupos", declarou o presidente.

Assad destacou que essa "escalada" se deve às "importantes conquistas" do exército sírio contra os terroristas, apoiado pelos "amigos", principalmente Irã e Rússia.

Ambos os países apoiam o regime de Damasco e têm assessores militares na Síria para ajudar às tropas governamentais, além da campanha de bombardeios aéreos que a Rússia iniciou em setembro contra grupos armados opositores sírios.

Assad também comentou que, tanto seu governo quanto seus amigos, têm "a certeza que eliminar o terrorismo é o primeiro passo para a estabilidade na região e no mundo, e o verdadeiro caminho rumo ao êxito de qualquer solução política negociada" na Síria. /EFE

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