Stringer|Reuters
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EI ordena ataques a países do Ocidente para desestabilizar suas economias

Segundo grupo, atentados levarão os governos a investir em sua segurança em vez de financiar a luta antiterror

O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2017 | 05h00

RABAT - O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) incitou nesta quinta-feira seus simpatizantes nos países ocidentais a lançarem ataques nessas nações para desestabilizar suas economias e forçá-los a destinar recursos para sua segurança interna, em vez de financiar a luta antiterrorista no exterior.

"Cada irmão que quer cumprir o dever dado por Alá deve saber que seu efeito nos infiéis não se limita apenas a mortos e feridos, mas seu impacto na economia é muito grande", afirmou o editorial do último número da revista semanal Al-Nabaa, órgão de propaganda do EI.

Esses ataques, segundo o texto, obrigarão os governos ocidentais "a gastar bilhões para fortalecer as medidas de segurança dentro de suas fronteiras, em vez de destiná-los à luta contra o EI no exterior".

O grupo terrorista, que proclamou a criação de um "califado" em grande parte dos territórios da Síria e Iraque, faz ameaças contínuas contra os países que participam de uma coalizão militar internacional que realiza operações militares contra suas posições, e cometeu vários ataques contra eles.

O EI também acredita que esses atentados humilham os governos e os deixam com a imagem de serem incapazes de proteger seus cidadãos, desestabilizam a economia e semeiam o medo em suas áreas turísticas e de lazer.

O grupo jihadista, que equiparou um "lobo solitário" a um exército inteiro, destacou o impacto do ataque terrorista de 19 de dezembro em Berlim, que deixou 12 mortos, sobre o sentimento de segurança em toda a Europa.

Além disso, o EI lembrou do americano de origem afegã Omar Mateen, autor do massacre de 12 de junho contra uma boate gay de Orlando, na Flórida, que matou 49 pessoas.

A ordem foi dada em um momento em que o grupo terrorista sofre um incessante assédio militar nos territórios que ainda controla no Iraque e Síria.

Nesta semana, redes sociais próximas à rede Al-Qaeda também lançaram uma campanha para incentivar "lobos solitários" jihadistas a cometerem atentados terroristas em países como Estados Unidos, França e Rússia. / EFE

 

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