REUTERS/Ben Birchall/Pool
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EI planeja ataques cibernéticos a infraestrutura, diz ministro britânico

Chefe de Finanças George Osborne diz que grupo jihadista ainda não tem capacidade de causar mortes por ataques na web, mas estaria tentando desenvolver essa habilidade

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2015 | 13h06

LONDRES - Militantes do Estado Islâmico (EI) estão tentando desenvolver a capacidade de lançar ataques cibernéticos contra a infraestrutura da Grã-Bretanha que resultem em mortes, disse nesta terça-feira, 17, o ministro das Finanças do país, George Osborne, ao anunciar a duplicação de gastos em segurança cibernética.

sborne, aliado próximo do primeiro-ministro David Cameron, afirmou que os ataques de sexta-feira em Paris, que mataram pelo menos 129 pessoas e foram reivindicados pelo EI, evidenciaram a necessidade de se melhorar a proteção da Grã-Bretanha contra ataques eletrônicos.

"O EI já está usando a internet para fins de propaganda hedionda, para a radicalização e para o planejamento operacional também", disse ele em trechos de um discurso que fará na GCHQ, a agência de espionagem da Grã-Bretanha.

"Eles ainda não foram capazes de usá-la para matar pessoas agindo contra nossa infraestrutura em ataques cibernéticos", disse Osborne. "Mas nós sabemos que querem e estão fazendo o melhor que podem para isso."

Osborne disse que o gasto público em segurança cibernética vai mais do que duplicar, passando a 1,9 bilhão de libras no período até 2020, mesmo num momento em que ele se prepara para anunciar novos cortes de gastos na próxima semana, em uma tentativa de levar a Grã-Bretanha a ter superávit primário até o final da década.

"É certo que nós optemos por investir em nossas defesas cibernéticas, mesmo num momento em que temos de fazer cortes em outros orçamentos", disse o ministro. "A internet representa um eixo crítico de potencial vulnerabilidade." / REUTERS

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