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EI planeja usar terroristas estrangeiros para atentados em países europeus

De acordo com relatório dos serviços de inteligência obtido pela rádio 'France Info', terroristas esperam se aproveitar da falta de comunicação entre os governos sobre jihadistas já identificados

O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2015 | 11h29

PARIS - O Estado Islâmico (EI) planeja utilizar terroristas estrangeiros em seus atentados em países europeus para dificultar sua identificação, se aproveitando de os serviços secretos não compartilham muitas de suas informações sobre os jihadistas que já identificaram.

Estas são as conclusões de um relatório dos serviços de inteligência franceses reveladas nesta segunda-feira, 26, pela rádio pública France Info, que fala de uma nova estratégia de "ataques oblíquos".

O princípio dessa estratégia seria, por exemplo, enviar jihadistas franceses para cometer atentados na Alemanha ou na Espanha e em paralelo utilizar terroristas alemães ou espanhóis para atuar na França.

Esta seria uma maneira de tentar escapar da vigilância e da inteligência do país que pretendem atacar, partindo da constatação de que os países não compartilham todas as informações sobre os indivíduos que têm fichados.

Essa falta de coordenação - ainda segundo a France Info - ficou em evidência na ação protagonizada pelo terrorista Ayoub El-Khazzani, que em 21 de agosto tentou cometer um massacre em um trem que ia de Amsterdã a Paris, depois de embarcar na estação de Bruxelas.

Khazzani, de nacionalidade marroquina, tinha vivido na Espanha, onde estava fichado pelos serviços secretos por seu perfil fundamentalista. Depois seu perfil também foi localizado em França, Alemanha e Bélgica, mas de acordo com os vazamentos da emissora francesa, houve uma má comunicação entre os países.

Estima-se que na Síria e no Iraque haja 500 franceses ou residentes que se integraram ao EI. Mais de 130 já morreram em combate. Além disso, há mais de 1.700 franceses vinculados a movimentos jihadistas. / EFE

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