EI se retrai após novo bombardeio francês

Segundo ONG que monitora guerra na Síria, grupo diminuiu atividades militares

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2015 | 22h44

LONDRES - O ataque da Força Aérea da França lançado na madrugada desta segunda-feira contra a cidade síria de Raqqa, a capital informal do Estado Islâmico, teve como alvos dois campos de treinamento do grupo e um provável depósito de armas. Em razão da intensificação dos ataques franceses, o EI reduziu seus movimentos militares no local e em seus arredores.

Houve mais de 30 explosões na área de Raqqa, segundo Rami Abdulrahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), ONG que monitora a guerra civil síria, com sede na Grã-Bretanha. “Os membros do EI estão se escondendo”, disse o ativista. “Eles reforçaram as medidas de segurança em Raqqa.”

Os lugares bombardeados tinham sido previamente identificados por missões de reconhecimento francesas, ainda segundo a fonte, que explicou que o ataque ocorreu em coordenação com as forças dos Estados Unidos que operam na região, acrescentando que os aviões tinham decolado das bases que a França mantém nos Emirados Árabes e na Jordânia.

Há mais de um ano, a Força Aérea da França atuava contra esse grupo terrorista no Iraque com caças Rafale e Mirage 2000 e um contingente de mais de 700 soldados. No entanto, no dia 27 de setembro, os bombardeios à Síria foram ampliados, sob a justificativa do governo francês de “legítima defesa” contra um grupo que opera contra seu país dentro de suas próprias fronteiras.

Ainda de acordo com autoridades francesas, o ataque evitou atingir a população civil de Raqqa, que vive há mais de um ano sobre o controle do grupo radical. 

Petróleo. Paralelamente aos ataques franceses, aviões americanos bombardearam no domingo pela primeira vez mais de uma centena de caminhões-pipa que os terroristas do Estado Islâmico usavam para transportar o petróleo retirado das áreas ocupadas por eles na Síria. Foram destruídos 116 caminhões em um ataque lançado perto da cidade de Abu Kamal, na região de Deir ez Zor, na Síria.

A incursão foi realizada por quatro aviões A-10 e duas aeronaves tipo AC-130, que os Estados Unidos mantêm em uma base na Turquia, de acordo com o jornal New York Times. Segundo o Pentágono, dois terços da receita do EI está vinculada ao tráfico e à comercialização de petróleo. Na sexta-feira, o governo americano antecipou que intensificaria as operações militares nessa região e se concentraria na infraestrutura petrolífera do EI. As autoridades dos EUA acreditam que os fundamentalistas podem faturar mais de US$ 40 milhões mensais com a produção e a exportação de petróleo contrabandeado para a Turquia e outros países. / REUTERS e EFE

 

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