EI toma armamento lançado por americanos a curdos

Armas jogadas de aviões seriam reforços para milícia curda que defende Kobani, na Síria, contra grupo extremista

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2014 | 02h04

Combatentes do grupo radical Estado Islâmico (EI) tomaram ontem pelo menos um dos dois carregamentos de armamentos lançados de aviões pelos EUA para ajudar os milicianos curdos (peshmerga) na luta contra os fundamentalistas em Kobani, cidade síria próxima da fronteira com a Turquia. A informação é do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), entidade que monitora o conflito na Síria.

Segundo um vídeo publicado por um meio de comunicação leal ao EI, o arsenal apreendido pelos jihadistas inclui granadas de mão, munições e morteiros. Os fardos recheados de armas foram lançados para os peshmergas na segunda-feira em Kobani, cidade que resiste a uma ofensiva do EI há mais de um mês, o que ocasionou a emigração de cerca de 200 mil pessoas para a Turquia. Enquanto os milicianos curdos combatem os islamistas no solo, a coalizão liderada pelos EUA ataca os radicais pelo ar.

Em razão da tomada das armas destinadas aos peshmergas, simpatizantes do EI postaram em redes sociais mensagens sarcásticas de agradecimento aos americanos.

A perda do armamento para os radicais, porém, foi mais um acontecimento embaraçoso do que uma grande perda estratégica - os fundamentalistas já tinham em seu poder armamentos dos EUA avaliados em milhões de dólares, que tomaram dos soldados iraquianos.

Contraofensiva. O Pentágono afirmou ontem que os ataques aéreos americanos e a pressão dos peshmergas em solo contra o EI têm impedido os radicais de tomar Kobani, mas a cidade ainda poder cair nas mãos dos islamistas. Segundo os militares dos EUA, o país já gastou US$ 424 milhões no combate ao EI desde que iniciou sua campanha de bombardeios contra o grupo fundamentalista, em 8 de agosto - uma média de US$ 7,6 milhões por dia. / AP e REUTERS

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