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EI toma cidade a 10 km de base americana

Em Washington, Obama enfrenta resistência de seu próprio partido a seu pedido de uso da força contra os extremistas

O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 19h48


WASHINGTON - Combatentes do Estado Islâmico (EI) tomaram nesta quinta-feira, 12, o controle de “90%” da cidade iraquiana de Al-Baghadadi e ameaçaram a base aérea onde marines americanos estão treinando soldados iraquianos para lutar contra o grupo. 

Al-Baghadadi, a 85 km de Ramadi, na Província de Anbar, está sitiada há meses pelos radicais sunitas, que já capturaram vastas áreas no norte e oeste do Iraque. “Noventa por centro do distrito de Al-Baghdadi está sob o controle dos insurgentes”, declarou o administrador do distrito, Naji Arak, em entrevista à agência Reuters. Não havia relatos sobre mortes. 

Fontes das operações de comando na região disseram que os militantes atacaram a cidade em duas direções, até conseguir avançar sobre ela. Elas também afirmaram que um outro grupo de insurgentes atacou a super protegida base aérea de Ain al-Asad, a 10 km da cidade, mas não foram capazes de tomá-la. 

Cerca de 320 marines americanos estão treinando membros da 7ª Divisão iraquiana na base, que foi alvo de disparos de morteiro em pelo menos uma ocasião desde dezembro. 

A porta-voz do Comando da Marinha americana, Elissa Smith, confirmou o combate em Al-Baghdadi, mas negou que tenha havido ataque direto à base aérea. “Houve relatos de disparos indiretos nas imediações da base”, disse.

Política. O ataque ocorreu um dia depois de o presidente Barack Obama pedir ao Congresso autorização para uso da força militar na luta contra o Estado Islâmico. Atualmente, os EUA lideram uma coalizão de mais de 60 países em uma campanha de ataques aéreos contra alvos do grupo. 

O pedido do presidente, porém, enfrenta resistência de seu próprio partido, o Democrata. Muitos congressistas da legenda, especialmente os mais liberais, na Câmara, pediram uma proibição clara de envio de soldados americanos para combates terrestres. Alguns deles sugeriram que fossem acrescentadas “restrições geográficas” às incursões, o que não está previsto na resolução do presidente. Líderes da Câmara e do Senado, dominados por republicanos, prometeram fazer audiências sobre o tema nas próximas semanas. 

A líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pesoli, manifestou preocupação. “Será duro para republicanos e democratas chegarem a um consenso.” 

Ao mesmo tempo, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Samantha Power, disse que a luta contra o EI exigirá soldados em combates terrestres. “Mas eles não serão soldados americanos”, ponderou. 

“É preciso ter os iraquianos e, em última análise, grupos da oposição moderada síria, prontos para que possam conduzir os combates por terra”, disse Samantha à rede MSNBC. / REUTERS e AP 

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