AP Photo/David J. Phillip
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El Salvador diz que três menores sofreram abuso sexual em abrigos nos EUA

Crianças e adolescentes com idades de 12 a 17 anos foram separados dos pais após cruzarem a fronteira ilegalmente

O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2018 | 03h15

SAN DIEGO, Estados Unidos - O governo de El Salvador afirmou que três menores com idades de 12 a 17 anos sofreram abusos sexuais em abrigos no Arizona, nos Estados Unidos, após serem separados de seus pais na fronteira com o México.

A acusação aumenta a pressão sob a administração Trump para reagrupar as famílias separadas pela a antiga política de tolerância zero, que separou pais e filhos detidos após atravessarem a fronteira ilegalmente. O governo salvadorenho exigiu que a Casa Branca dê prioridade ao retorno dos menores.

"Que eles deixem os abrigos o mais rápido possível pois são neles que estão mais vulneráveis", disse a vice-ministra de Relações Exteriores de El Salvador, Liduvina Magarin, nessa quinta-feira, 30, ao se referir às crianças.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos divulgou nota na quinta afirmando que "não possui detalhes" sobre as denúncias e por conta disso "não poderia confirmar nem negar as alegações" do governo salvadorenho e tampouco dizer se os abusos ocorreram em abrigos supervisionados pelo Escritório de Reassentamento de Refugiados. O órgão mantém contratos com empresas terceirizadas que administram abrigos para menores desacompanhados nos Estados Unidos. 

O governo americano segue pressionado a reagrupar as famílias separadas um mês após o fim do prazo estipulado pela justiça. Inicialmente, mais de 2.600 crianças foram enviadas à abrigos em todo o país. A maioria já foi reunida, mas, em casos como os que envolvem cidadãos de El Salvador, os pais já foram deportados, dificultando o retorno das crianças.

Mais de 300 pais foram expulsos dos Estados Unidos sem seus filhos, que permanecem detidos em abrigos espalhados por todo o país. 

Em uma tentativa de agilizar o processo, a Casa Branca pediu ajuda à União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) na localização dos pais deportados. O governo de El Salvador também divulga informações sobre as crianças detidas nos EUA e disponibilizou uma linha direta a quem tiver informações que levem às famílias dos menores. //ASSOCIATED PRESS

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