El Salvador pede ajuda para vítimas de terremoto

Com hospitais reclamando da falta de leitos, sangue e medicamentos, autoridades de El Salvador lançaram um apelo hoje à comunidade internacional para que ajude as milhares de vítimas do segundo terremoto mortal a atingir o país em menos de um mês. Desesperados, moradores de vilas em torno da Rodovia Pan-Americana, que liga a zona atingida pelo tremor à capital, colaram papéis nos sinais de trânsito e na margens da via nos quais se lia mensagens como: "Precisamos de ajuda", "Precisamos de comida" e "Precisamos de água". "As reservas dos bancos de sangue estão acabando, precisamos de doadores com urgência, e os hospitais não têm mais espaço", afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha de El Salvador, Carlos Lopez. Através do país, centros médicos - que já estavam lotados com as vítimas do terremoto anterior - não têm condições de receber mais feridos. Hoje, o Comitê Nacional de Emergências divulgou mais um boletim com o números do tremor da terça-feira, que atingiu 6,6 graus na escala Richter: 276 mortos, 2.715 feridos, 17.925 casas destruídas e aproximadamente 123.000 pessoas desabrigadas. No terremoto anterior, de magnitude 7,6 graus, ocorrido em 13 de janeiro, 844 pessoas morreram.

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