ElBaradei anuncia retorno ao Egito e incentiva protestos

Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 11h04

 

CAIRO - Mohamed ElBaradei, ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e importante nome da oposição no Egito, está voltando ao país, afirmou sua família nesta quinta-feira, 27, à France Presse, no dia em que manifestantes tomaram as ruas do Cairo pelo terceiro dia consecutivo, em protestos contra o presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder.

 

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"Ele está voltando de Viena", disse o irmão de ElBaradei. Em uma mensagem postada na rede de microblogs Twitter, o ex-chefe da AIEA disse que apoiava o prosseguimento dos protestos contra Mubarak. "Nós devemos continuar a exercitar nosso direito à manifestação pacífica e a restaurar nossa liberdade e dignidade", disse. "A violência do regime irá se voltar contra ele duramente".

 

Os pedidos de ElBaradei por reformas constitucionais, para permitir que independentes como ele mesmo possam concorrer na eleição presidencial deste ano, foram rechaçados pelo governo.

 

ElBaradei comparou recentemente, em entrevista à revista alemã Der Spiegel, o caso egípcio ao da Tunísia, onde um levante popular derrubou o presidente Zine El Abidine Ben Ali, há 23 anos no poder. "Se os tunisianos fizeram isso, os egípcios devem chegar lá também", disse.

 

O canal árabe Al-Arabiya citou o opositor egípcio em um programa nesta quinta-feira, dizendo que ElBaradei estaria "pronto para tomar o poder por um período de transição de o povo assim o quiser".

 

Protestos

 

Pelo menos mil pessoas foram presas no Egito desde terça-feira, quando começaram os protestos contra o governo, segundo um funcionário do setor de segurança.

 

O movimento pró-democracia 6 de Abril, que é a principal força por trás dos protestos, pediu que os egípcios continuem agindo. "Não será feriado...a ação na rua irá continuar", afirmou o grupo em sua página no site de relacionamento Facebook. Seis pessoas já morreram nos tumultos.

 

O governo do Egito está sob pressão internacional para ouvir os manifestantes. Vários países pediram que todas as partes mostrem comedimento. As informações são da Dow Jones.

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