ElBaradei desiste de concorrer à presidência do Egito

Mohamed ElBaradei desistiu neste sábado da eleição para presidente do Egito, dizendo que "o antigo regime" ainda estava dirigindo o país, que está sendo governado por uma junta de generais desde que Hosni Mubarak foi deposto.

REUTERS

14 de janeiro de 2012 | 16h15

"Minha consciência não me permite concorrer à presidência ou qualquer outra posição oficial , a menos que seja num regime democrático de verdade", disse o ex-chefe de supervisão nuclear das Nações Unidas, que já foi apontado como favorito para assumir a presidência após três décadas de Mubarak no poder.

ElBaradei, que também já ganhou um prêmio Nobel da Paz, tem sido um forte crítico do conselho militar que tem governado o país desde fevereiro, quando Mubarak foi derrubado por protestos em massa, que pediam um governo democrático.

Os oponentes da junta militar dizem que ela está tentando se manter no poder e preservar privilégios e não acreditam em suas repetidas promessas de que deixarão o poder para um civil eleito em junho.

A saída de Baradei, favorito dos liberais egípcios e inicialmente visto como um dos principais candidatos, foi, em parte, uma admissão de que ele não poderia ganhar, disseram especialistas.

"ElBaradei reconhece que ele pode não ter o apoio popular para ganhar nesta eleição presidencial", disse o analista político e ativista Hassan Nafaa. "Ele também percebe que o próximo presidente não terá plenos poderes e será vinculado ao sistema atual", acrescentou.

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