ElBaradei pede para que Exército se una a manifestantes contra governo

Opositor diz que única solução para regime é saída de Mubarak do poder

Estadão.com.br

11 de fevereiro de 2011 | 12h40

 

 

 

 

CAIRO - O ganhador do Nobel da Paz, Mohamed el Baradei, disse nesta sexta-feira, 11, que o Exército deve se juntar à revolta popular contra o regime de Hosni Mubarak, e acrescentou que o poder do povo "não pode ser esmagado".

 

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"A nação inteira está nas ruas. A única saída para o regime é o seu fim. O poder do povo não pode ser esmagado", disse.

 

Em entrevista publicada no jornal austríaco Die Presse nesta sexta, ElBaradei também disse que não está claro para ele quem está no comando do país. "Quem está realmente no poder neste momento eu não posso dizer. Eu não posso dizer quais relações há entre Mubarak, o vice-presidente Suleiman e os vários braços do Exército. É pouco transparente".

 

Para o opositor, o poder Dee ser entregue a um conselho executivo de três membros e a um governo de união nacional, formado por tecnocratas e não por políticos. Segundo ele, o novo governo deve ter um ano para realizar uma nova Constituição, temporária, e preparar eleições livres.

 

Rejeição total

 

Irmandade Muçulmana, grupo opositor radical, disse rejeitar totalmente os discursos pronunciados na quinta a noite pelo presidente Hosni Mubarak e o vice-presidente Omar Suleiman.

 

"Os dois comunicados emitidos por Mubarak e seu vice-presidente são totalmente rechaçados pelo povo e nós somos parte desse grande povo egípcio", disse o líder do grupo, Mohamed Badia, na primeira declaração oficial do grupo após os discursos de Mubarak e Suleiman.

 

Em comunicado divulgado no site do grupo, o maior da oposição egípcia, Badia denunciou o "estilo arrogante" do regime e "sua dureza", o que - segundo ele - "aumentará nossa revolução, que vemos crescer numericamente e se estender geograficamente". No comunicado, o grupo exige que Mubarak "deixe totalmente o poder".

 

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