Eleição dá força a críticos do rei na Jordânia

Apesar do chamado da oposição ao boicote, grupos críticos ao rei Abdullah II surpreenderam nas eleições da Jordânia, na quarta-feira, ao levar cerca de 25% das cadeiras do Parlamento. A monarquia de Amã diz estar implementando um modelo de transição político "alternativo" ao de países que sofreram com a turbulência da Primavera Árabe. Opositores, porém, acusam o rei de propor medidas cosméticas, sem ampliar a democracia no país.

AMÃ, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2013 | 02h04

A maior parte dos críticos que passarão a ter voz no Legislativo é de políticos islamistas, mas sem vínculos à filial local da Irmandade Muçulmana - que optou pelo boicote à votação. Praticamente toda legislatura que está de saída do Parlamento é leal à monarquia jordaniana.

Seriam dramáticas as consequências de uma onda de instabilidade na Jordânia, país cravado em uma região estratégica, com fronteira com a Síria, Iraque, Israel e Arábia Saudita. O reino hachemita é aliado dos EUA. / AP

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