Eleição de Humala desperta dúvida política e econômica

Após um pedido público de Dante Caputo, chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que observou as eleições presidenciais no Peru, a candidata conservadora, Keiko Fujimori, reconheceu ontem a vitória de seu rival, o nacionalista Ollanta Humala, no segundo turno da votação. A apuração de 95,5% das urnas mostrava 51,5% das intenções dos peruanos a favor de Humala e Keiko aparecia com 48,5%.

AE, Agência Estado

07 de junho de 2011 | 07h53

"Reconheço o triunfo de Ollanta Humala, saúdo sua vitória e desejo sorte a ele", afirmou Keiko, agradecendo os votos que recebeu. "Seremos uma oposição sólida. Defenderemos nossas convicções", disse, acompanhada de seus apoiadores em seu escritório de campanha no distrito de Camacho, em Lima.

Em reação à vantagem de Humala desde o início da apuração, a Bolsa de Valores peruana registrou uma baixa de 12,51%, a maior de sua história. Juntamente com o susto econômico, um susto político também agitou o cenário peruano ontem, quando o vice-presidente eleito, Omar Chehade, afirmou que o ex-presidente Alberto Fujimori deve ser transferido para um presídio comum.

A surpresa não se deve ao fato de que Fujimori ser um septuagenário sofrendo de câncer na língua, mas, sobretudo, pelo medo do uso da Justiça como instrumento de vingança política por parte do novo governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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