Eleição na Bélgica mostra vantagem para separatistas

As eleições locais na Bélgica colocaram Bart de Wever, líder do partido separatista, como prefeito na maior cidade do país, neste domingo. Ele está usando sua vitória para pedir ao primeiro-ministro para avançar na divisão do país. As tensões políticas estão elevadas na Bélgica, na região de Flandres de língua holandesa, na região da Valônia de língua francesa e da bilíngue Bruxelas. A eleição geral de 2010 conduziu a uma crise política de 18 meses.

AE, Agência Estado

14 de outubro de 2012 | 17h46

"Seu governo não tem o apoio de Flandres", disse De Wever, pedindo ao primeiro-ministro, Elio di Rupo, e aos partidos francófonos para chamarem para si a "responsabilidade" e negociarem outra reforma de Estado. "Atingimos o ponto na história onde não há retorno", citou. O gabinete do primeiro-ministro não divulgou comentários.

De Wever será o primeiro prefeito não socialista da Antuérpia, maior cidade da Bélgica, desde a Segunda Guerra. Ele disse que sua vitória é o "fim de uma era" e um sinal de que Flandres busca mudança em nível federal. O partido Nova Aliança tinha 36,8% dos votos até as 15 horas de Brasília. O cientista político da Universidade Livre de Bruxelas Pascal Delwit disse, antes da divulgação dos resultados, que "a situação política na Bélgica é frágil. Há uma tensão real".

Em outras regiões do país, partidos menores que oferecem uma alternativa à opção política predominante estão tendo algum sucesso. Mais de 50 mil candidatos estão concorrendo a prefeituras de 589 distritos. Os resultados são vistos como uma indicação sobre os caminhos da eleição de 2014. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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