Eleição no Egito é marcada por violência e protesto

Os egípcios vão às urnas neste domingo para eleições legislativas, marcadas por violência e protestos. Embates violentos ocorreram em diversas regiões, com testemunhas dizendo que a polícia utilizou gás lacrimogêneo no Delta do Nilo.

NALU FERNANDES, Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 13h47

Monitores egípcios dizem que irregularidades em eleições são práticas recorrentes e evidentes desde o início da votação hoje. "Desde os primeiros momentos da eleição, tem havido um grande número de violações, incluindo o uso da força, que tem ameaçado o processo de votação", segundo relatos, em comunicado, da Coalizão Egípcia para Acompanhamento das Eleições.

A segurança foi elevada depois que ativistas entraram em conflito com a polícia na sexta-feira. Durante a campanha eleitoral mais de mil partidários da Irmandade Muçulmana foram detidos.

Diversas ocorrências violentas ocorreram, apesar da segurança, incluindo a morte do filho de um candidato independente no distrito de Matariya, no Cairo. Parentes dizem que Omar Sayyed Sayyed, de 24 anos, foi esfaqueado no sábado à noite.

O Partido Nacional Democrático (NDP) deve obter sólida maioria das 508 cadeiras, enquanto o presidente Hosni Mubarak completa as 10 cadeiras remanescentes com seus indicados.

Os locais de votação devem ser fechados às 15h, no horário do Brasil. Cerca de 41 milhões de egípcios podem votar. Os primeiros resultados devem ser conhecidos na segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

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