Eleição paraguaia ajuda Venezuela no Mercosul

Se a eleição do ex-bispo Fernando Lugo, em 2008, iniciou um período de forte polarização no Paraguai, a vitória do colorado Horacio Cartes, dia 21, aponta para um esvaziamento da batalha ideológica dos últimos anos. Analistas concordam que, com o pragmatismo paraguaio em alta, se abre o caminho não somente para a normalização do status do país no Mercosul, mas também para a plena aceitação da Venezuela no bloco.

ROBERTO SIMON, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

28 de abril de 2013 | 07h34

A aproximação entre Assunção e Caracas antecede a Lugo - vem do governo do colorado Nicanor Duarte Frutos. Foi ele quem, em 2007, assinou com o então presidente Hugo Chávez um acordo, em condições altamente favoráveis ao Paraguai, de venda de petróleo pela PdVSA em troca da exportação de grãos e carne. A Venezuela se comprometia ainda a reinvestir os dividendos da transação no Paraguai. À mesma época, o Uruguai de Tabaré Vásquez firmou um acordo em termos similares.

A situação mudou quando Lugo chegou ao poder. Figura historicamente ligada a movimentos sociais, ele rompeu a hegemonia dos colorados. Na oposição pela primeira vez em 61 anos, o partido de Duarte fez dos laços com a Venezuela um de seus cavalos de batalha para desgastar a aliança entre Lugo e os liberais. "Em 2008, aflorou um forte conservadorismo no Congresso paraguaio, que sempre esteve presente, mas com o governo colorado tinha menos sentido", afirmou Filartiga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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