Daniel Bar On/EFE
Daniel Bar On/EFE

Eleição parlamentar é uma luta entre sionismo e extremismo, diz Livni

Ex-ministra da Justiça voltou a defender que pode abrir mão da alternância de poder para beneficia sua coalizão, a União Sionista

O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 10h49

JERUSALÉM - A ex-ministra da Justiça de Israel e dirigente do partido centrista Hatnuá, Tzipi Livni, afirmou nesta terça-feira, 17, que as eleições parlamentares do país são "uma luta entre o sionismo e o extremismo".

Depois de votar em um colégio eleitoral em Tel-Aviv, Livni comentou o comício realizado na cidade no domingo pelo Likud, partido do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu. "O que aconteceu no domingo em Tel-Aviv corrobora o sentido daquilo pelo qual estamos lutando e demonstra que estamos em um confronto entre o extremismo e o sionismo."

A opositora aproveitou as declarações aos jornalistas para tentar diminuir a importância do anúncio que fez na noite de segunda-feira, quando admitiu que pode abrir mão da alternância no poder com o trabalhista Isaac Herzog, caso a coalizão dos dois - a União Sionista - consiga formar uma aliança para governar o país.

"Herzog e eu somos parceiros e nosso objetivo não é ocupar a cadeira (de primeiro-ministro), mas sim substituir o primeiro-ministro", afirmou Livni em referência a Netanyahu, do partido de direita Likud.

Depois de uma reunião com seus assessores de campanha na noite de segunda-feira, um dia antes da eleição parlamentar, a ex-ministra afirmou que se a alternância no cargo com Herzog for algum tipo de obstáculo para o objetivo dos dois, ela não teria nenhum problema em abrir mão da ideia. / EFE

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