Eleição presidencial na Colômbia pode ter 2º turno

Eleições presidenciais podem ir para o segundo turno na Colômbia Bogotá, 26 (AE-AP) - O candidato presidencial das forças de centro-direita, Alvaro Uribe, mantém a dianteira nas intenções de voto para as eleições de 26 de maio na Colômbia, mas uma pesquisa divulgada hoje mostra que ele poderá depender de um segundo turno para eleger-se. Uribe, advogado e economista de 49 anos, tem 47,7% das intenções de voto - uma queda de 11,8% em relação ao levantamento de março da empresa Napoleón Franco y Compañia. Por ele não ultrapassar 50% dos votos, seria necessário um segundo turno em 16 de junho - quando, segundo a sondagem, Uribe ganharia com 54,9% contra 32,8% de Horacio Serpa, o candidato presidencial do opositor e social-democrata Partido Liberal. Embora Uribe tenha caido nas pesquisas, ainda se encontra em uma posição confortavelmente sólida e como favorito para ganhar as eleições", disse à Rádio Cadena Nacional o ex-chanceler e analista político Rodrigo Pardo ao comentar os resultados. A pesquisa foi realizada em âmbito nacional em 36 municípios da Colômbia, entre 18 e 23 de abril, através de entrevistas pessoais com 1.947 pessoas. A margem de erro é de 1 45%. Serpa, um advogado de 59 anos que está tentando pela segunda vez chegar ao poder, continua em segundo lugar, com 27 4% - um aumento de 3,4% em relação à sondagem anterior. Na terceira colocação aparece Luis Eduardo Garzón, candidato da esquerda aglutinada no Pólo Democrático, com 7,1%, um aumento de 5,9% em relação à consulta anterior de intenção de voto. A ex-chanceler Noemí Sanín, candidata independente que diz representar o centro do espectro político e que há um ano estava à frente das pesquisas, tem 6,5%, com um aumento de 1,5% em relação a março - mas perdeu a terceira colocação nas pequisas. A candidata do movimento Oxigênio Verde, Ingrid Betancourt, que há mais de dois meses está seqüestrada pela guerrilha, teve 0,19% das preferências. A porcentagem perdida por Uribe é quase a mesma do ganhos dos outros três aspirantes à presidência. No pleito presidencial, 72% dos consultados disseram estar decididos a votar - o que indica que poderá haver um comparecimento recorde às urnas em 26 de maio. Normalmente, a abstenção nas eleições presidenciais é superior a 35%.

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