Eleições estaduais são teste para democratas nos EUA

Quase um ano após a posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Partido Democrata enfrentará um teste na próxima terça-feira, quando dois estados elegerão governadores. A disputa deverá indicar pistas sobre o destino da sigla nas eleições em 2010, quando um terço das cadeiras do Senado, dois terços das de governadores a totalidade da Câmara dos Representantes serão renovados.

AE-AP, Agencia Estado

31 de outubro de 2009 | 20h00

Por enquanto, os democratas parecem enfrentar problemas. Pesquisas mostram que o candidato republicano, Bob McDonnell, tem fortes chances de levar o governo da Virgínia ante seu concorrente, Creigh Deeds. O estado, tradicionalmente republicano, votou em Obama na eleição presidencial.

Eleitores New Jersey, reduto democrata, também estão pendendo mais para o lado do republicano Chris Christie, que o de John Corzine, atual governador que concorre à reeleição. Ambas as disputas têm sido moldadas por questões locais e pelos candidatos em si. Ainda assim, essas são as primeiras eleições estaduais do governo Obama e, por isso, têm atraído muita atenção.

Historicamente, legisladores do partido do presidente sofrem revezes após o primeiro ano de mandato, quando termina a lua de mel com os eleitores. É neste momento que cidadãos que não têm um partido de preferência se tornam mais críticos com o chefe do executivo e sua legenda.

Neste sentido, as disputas dos governos estaduais são importantes, mesmo que simbolicamente. Elas podem fazer com que Obama saia da Casa Branca para fazer campanha por seus candidatos. As eleições na Virgínia são particularmente interessantes, já que o atual presidente foi o primeiro democrata a vencer no estado desde 1964.

Especialistas em política estão observando de perto a idade e a cor da pele dos eleitores. Quando não há disputa presidencial, velhos e brancos dominam as cabines de votação. E a vitória de Obama na Virgínia se deu, em parte, por causa de sua capacidade para mobilizar eleitores jovens e não brancos. "A chave é quem vota", comentou Charles Zelden, expert da Nova Southeastern University, em Fort Lauderdale, Flórida. "Se os jovens e as minorias resolverem participar, será bom para os democratas. Se não, haverá esperança para os republicanos."

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