Martin Alipaz/Efe
Martin Alipaz/Efe

Eleições na Bolívia são marcadas para o dia 12 de outubro

Presidente Evo Morales tenta o terceiro mandato e aparece em pesquisa como favorito

O Estado de S. Paulo,

30 de abril de 2014 | 15h54

LA PAZ - O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia anunciou nesta quarta-feira, 30, que as eleições presidencial e legislativas ocorrerão no dia 12 de outubro. O presidente Evo Morales é candidato a reeleição e sai como favorito.

"As eleições gerais para presidente, vice-presidente, senadores e deputados do Estado Plurinacional da Bolívia serão realizadas no domingo 12 de outubro deste ano", informou a presidente do TSE, Wilma Velasco.

A decisão contraria a opinião de Evo e outros políticos, que pediam as eleições no dia 5 de outubro, em razão do período entre o primeiro e segundo turno, que está marcado para 7 de dezembro. O segundo turno ocorrerá se nenhum candidato conseguir apoio de 50% dos eleitores mais um, ou se a diferença entre o primeiro e o segundo colocados for menor do que 10%.

O novo mandato presidencial deve começar dia 22 de janeiro de 2015 e terá duração de cinco anos. Neste ano, pela primeira vez, ocorre a eleição de 18 parlamentares (9 titulares e 9 suplentes) para representar os parlamentos Andino, Latino-americano e Amazônico.

Pesquisa divulgada no último fim de semana pelos jornais El Deber e Página Siete mostra Evo como possível vencedor. O presidente tentará o terceiro mandato e aparece com 38,3% das intenções de voto, mais de 24 pontos de diferença para o segundo colocado, o empresário Samuel Doria Medina, que tem 14%.

A oposição boliviana não tem um candidato único para concorrer este ano e está dividida entre Medina e o governador da região de Sana Cruz, Rubén Costas.

Estas serão as segundas eleições desde a refundação da Bolívia como Estado Plurinacional, em 2009, e estarão marcadas por críticas à candidatura de Evo.

A Constituição do país (2009) limita, com efeito retroativo, a dois mandatos consecutivos a permanência na presidência. Se for eleito, o atual presidente estará em seu terceiro mandato.

A candidatura foi possível após o Tribunal Constitucional considerar que o primeiro mandato de Evo, em 2006, não seria levado em consideração por ter ocorrido antes da refundação da Bolívia como Estado Plurinacional./ EFE

 

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