Eleições no Afeganistão deixam pelo menos 17 mortos

As eleições parlamentas no Afeganistão deixou pelo menos 17 pessoas mortas neste sábado, em meio aos foguetes lançados pelo Taleban e atentados a bomba em locais de votação, além de um ataque ao governador da província de Kandahar, que sobreviveu.

AE-AP, Agência Estado

18 de setembro de 2010 | 17h41

A missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão registrou quase o mesmo número de incidentes violentos que tentavam atrapalhar as eleições, em comparação com a disputa presidencial do ano passado, informou um porta-voz. A força da Otan registrou 445 incidentes separados pelo país durante o dia, em comparação com 479 incidentes em 20 de agosto de 2009, na eleição presidencial. Os dados não eram finais, mas incluíam até o momento 227 "incidentes de insurgentes" diretamente relacionados à eleição.

Dez membros das forças de segurança afegãs foram mortos em ação neste sábado, e outros 31 se feriram, disse o porta-voz. Trinta e nove soldados da Otan também se feriram em ação. Sete civis afegãos morreram e outros 30 se feriram, segundo os números disponíveis até o momento. Houve 50 ataques com bombas caseiras pelo país.

As bombas são em geral detonadas pelo Taleban, tendo como alvo as forças estrangeiras e afegãs. No total, o balanço da Otan afirma que 17 afegãos, entre civis e militares, morreram por causa da violência no dia da eleição.

Essa foi a primeira eleição de âmbito nacional desde a reeleição do presidente Hamid Karzai no ano passado, em uma votação marcada por várias denúncias de fraude, o que prejudicou o apoio internacional ao político.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou os eleitores afegãos por sua "coragem e determinação". Em comunicado divulgado pela ONU em Nova York, Ban condenou os "atos de violência registrados", sem especificar nenhum deles. Mais de 3,6 milhões de eleitores participaram da disputa.

O comandante das forças internacionais no Afeganistão, o norte-americano David Petraeus, também elogiou o comparecimento às urnas, que ficou em 40% neste sábado, segundo o presidente da comissão eleitoral, Fazil Ahmad Manawi. Em comunicado, o general dos EUA afirmou que os afegãos enviaram "uma mensagem poderosa" sobre o futuro do país. "A voz do futuro do Afeganistão não pertence aos violentos extremistas ou às redes de terror. Ela pertence ao povo", disse Petraeus na mensagem. O general também elogiou o trabalho das forças locais para garantir a eleição.

O chefe da Otan, Anders Fogh Rasmussen, elogiou a bravura dos afegãos. Para ele, a população local mostrou uma "determinação para resistir à intimidação" dos extremistas. Rasmussen elogiou ainda as autoridades locais pela organização da disputa eleitoral. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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