Eleições no Haiti confirmadas para o dia 7 de fevereiro

Representantes dos governos da Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Equador e Guatemala reuniram-se nesta segunda-feira, em caráter de urgência, para analisar as eleições no Haiti, adiadas mais uma vez pelo recente suicídio do comandante das tropas da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), o general brasileiro Urano Bacellar. Junto com o representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Juan Gabriel Valdés e o Secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, os representantes confirmaram que o primeiro turno das eleições presidenciais haitianas será no dia 7 de fevereiro. O segundo turno ocorrerá a meados de março.Além disso, confirmaram que a ONU está definindo quem será o substituto do general Bacellar. No momento, estão sendo considerados os nomes de dois generais brasileiros. "Para nós, é natural que seja um militar brasileiro que suceda o Bacellar", explicaram fontes.Insulza destacou que as forças da ONU estão realizando um trabalho significativo no Haiti: "esta é a primeira vez que os haitianos contarão com uma cédula de identidade, o que não é pouca coisa". Valdés ressaltou que a presença da ONU no Haiti será "a longo prazo", já que depois das eleições, é preciso ajudar o país a recuperar sua economia e instalar uma infra-estrutura.Valdés admitiu que entre os 34 candidatos presidenciais existem pessoas de passado duvidoso, vinculados a atos de violência. Mas, afirmou que estas pessoas não estão entre os principais candidatos, com chances reais de vencer.Integrantes da reunião explicaram em off à imprensa brasileira que a morte do general Bacellar havia sido um duro golpe para a Minustah. "Ele era um cara fenomenal", explicaram as fontes.

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