Eleições no Paquistão podem ser adiadas

O partido de Benazir Bhutto estavareunido no domingo para discutir a sucessão da líder daoposição que foi assassinada, enquanto uma autoridade doex-partido no poder afirmou que as eleições, que deveriamocorrer em pouco mais de uma semana, podem ser adiadas. O assassinato de Bhutto em um ataque suicida naquinta-feira deflagrou violência e colocou em dúvida aseleições de 8 de janeiro, aprofundando a crise no importantealiado dos Estados Unidos contra o terrorismo que luta parasair do regime militar. "Parece mais do que possível que as eleições sejamadiadas", disse Tariq Azim Khan, uma autoridade do Partido daLiga Muçulmana do Paquistão à Reuters. O partido apóia o presidente Pervez Musharraf e estava nopoder até que uma junta foi criada no mês passado. Khan disseesperar entre seis e oito semanas de adiamento na realizaçãodas eleições. É esperado que as ações do Paquistão despenquem nasegunda-feira, após a violência e a confusão política queameaçam espantar investimentos estrangeiros e prejudicar aeconomia. Karachi, a maior cidade do Paquistão, centro financeiro eprincipal porto, está paralisada com a violência nas ruas.Lojas foram depredadas, postos de gasolina fechados e estaçõesde trem atacadas por gangues, levando à paralisação dotransporte. O número de mortos com a violência chegou a 47. O Partido do Povo do Paquistão de Bhutto descartou aafirmação do governo de que a al Qaeda teria matado a ex-premiêe afirma que a administração de Musharraf apenas está tentandoencobrir suas falhas em protegê-la. Sem a carismática Bhutto, 54, cuja a história da dinastiada família é intrincada com a do Paquistão, seu partido está emconfusão. O filho dela de 19 anos, Bilawal, deverá ler o testamentode Bhutto no domingo, mas mesmo se for nomeado seu sucessorpolítico, o estudante de direito de Oxford ainda é visto comomuito jovem para liderar imediatamente, e o marido dela, AsifAli Zardari, poderá ocupar a posição. Senão, a escolha de seu sucessor ficará entre Zardari e oprincipal assistente de Bhutto, Makhdoom Amin Fahim.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.