Eleições nos EUA decidirão o controle do Senado

Os norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira para indicar os governadores de 36 estados e os congressistas que irão compor o Legislativo pelos próximos anos. A eleição é histórica e pode resultar em uma grande derrota para o presidente democrata Barack Obama.

Estadão Conteúdo

04 Novembro 2014 | 09h01

Com a disputa acirrada em diversos estados, os republicanos podem eleger mais seis representantes para o Senado e conquistar a maioria também nesta Casa - o partido já domina o Congresso, e pesquisas de intenção de voto indicam que essa configuração deverá permanecer após essas eleições.

Ao todo, 36 assentos no Senado estão em uma disputa que já movimentou US$ 4 bilhões em campanhas eleitorais. No entanto, a possibilidade de segundo turno nos estados de Louisiana e Georgia indicam que talvez nenhum dos dois partidos poderá cantar vitória já nesta quarta-feira. E, para tentar levar o Senado na primeira votação, os dois partidos estão debruçando seus esforços em dez estados em que os democratas estão em desvantagem ou que tradicionalmente são mais ligados aos republicanos.

Na campanha, contudo, poucas propostas e muitos ataques entre os candidatos. Poucas das discussões mais relevantes do governo federal, incluindo os debates sobre a imigração e os gastos astronômicos, marcavam as principais agendas dos candidatos. Enquanto republicanos defendem que as eleições representam uma avaliação popular do governo Obama, democratas tentam se afastar da baixa popularidade do presidente e defendem que o líder do Executivo não está indo às urnas.

Com um democrata na Casa Branca e os republicanos em controle de ambas as Câmaras do Congresso, a grande questão é se a paralisia no Legislativo irá se aprofundar ou se a realidade política forçará ambos os partidos a se comprometerem com metas modestas.

Os republicanos podem tentar intensificar os ataques a Obama nos últimos anos de seu mandato, mas arriscam sofrer o veto presidencial em projetos que lhe são caros, como a redução de impostos e de regulações. Já acordos de comércio apoiados por Obama e mudanças no sistema de imigração, que muitos republicanos defendem, teriam maiores chances de serem negociados entre os rivais. Fonte: Associated Press.

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