Eleições parlamentares no México marcam retorno do PRI

O partido que governou o México por sete décadas parece estar conseguindo um histórico retorno nas eleições parlamentares de meio de mandato, realizadas neste domingo. O Partido Revolucionário Institucional (PRI) colhe uma grande votação pela primeira vez desde que perdeu a presidência, em 2000.

Agencia Estado

06 de julho de 2009 | 02h39

Com cerca de 45% das urnas apuradas, o PRI obtinha cerca de 35% dos votos para a Câmara dos Deputados, contra cerca de 27% para o conservador Partido da Ação Nacional (PAN), do presidente Felipe Calderón. "Os resultados demonstram que o México é um país que quer propostas, quer soluções e que não vai tolerar insultos", declarou Beatriz Paredes, líder do PRI.

Calderón fez um discurso reconhecendo os resultados e pediu que o novo Congresso trabalhe com o governo para tirar o país da pior crise econômica desde os anos 90. "Agora temos de concentrar nossos esforços na busca dos acordos de que o país necessita para recuperar, o mais cedo possível, o crescimento econômico, a criação de empregos e a segurança pública", afirmou.

Ainda não está claro quantos assentos caberão a cada partido na Câmara dos Deputados, que tem 500 integrantes. No México, o sistema de representação é proporcional e as porcentagens da votação não traduzem exatamente o número de eleitos em cada partido. O PAN controlava até agora 206 cadeiras na Câmara e esperava aumentar sua representação graças à campanha deflagrada pelo governo para combater os cartéis da droga. Mas o PRI deve emergir das eleições como a maior bancada da Câmara, mais do que duplicando sua representação atual, de 106 cadeiras. As informações são da Associated Press.

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