Eleições regionais esquentam campanha na Alemanha

Três Estados alemães estão realizando neste domingo eleições que poderão produzir resultados preocupantes para os dois maiores partidos do país, que se preparam para as eleições nacionais do dia 27 de setembro. A votação deverá animar a campanha para as eleições nacionais, nas quais a chanceler Ângela Merkel, da União Democrata Cristã, vem mantendo até agora ampla liderança sobre o Partido Social Democrata, segundo pesquisas.

AE-AP, Agencia Estado

30 de agosto de 2009 | 12h45

As eleições de hoje provavelmente vão dar o pontapé inicial para a "fase quente" da campanha, afirmou Lothar Probst, cientista político da Universidade de Bremen. "Há oportunidades, mas também riscos para ambos os partidos" nas eleições de hoje, disse. O partido de Merkel pode perder a maioria em Saarland e na Turíngia, obtida em 2004. Na Saxônia, o governador Stanislaw Tillich poderá abandonar a "grande coalizão" com os sociais democratas e se unir com os liberais democratas - o mesmo que Merkel pretende fazer nacionalmente. Isso pode dar "outro sinal aos eleitores de que uma coalizão (de centro direita) é possível", afirmou Probst.

O concorrente à chancelaria alemã, o ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, não conseguiu mudar as pesquisas sobre as eleições nacionais até agora. Seu partido vai tentar explorar qualquer perda dos conservadores nas eleições deste domingo. "É como uma maratona", disse Steinmeier esta semana. "Nós vamos ter os primeiros momentos intermediários nas eleições de domingo", acrescentou.

Mas os próprios sociais democratas também têm desafios na votação de hoje. Eles podem enfrentar controvérsias sobre se tentam ou não formar governos regionais com o oposicionista Partido de Esquerda - que se opõe à reforma econômica e à presença de tropas alemãs no Afeganistão, com os quais Steinmeier prometeu não formar um governo nacional. Steinmeier deixou os sociais democratas livres para formar tais coalizões. Elas poderão ser formadas para retirar do poder os governadores conservadores da Turíngia e, mais provavelmente, de Saarland. As informações são da Associated Press.

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