Eleições violentas deixam 50 mortos no Sri Lanka

Desde o início da campanha até hoje, as eleições parlamentares no Sri Lanka, as mais violentas da história do país, deixaram 50 mortos. Este grande número, apontado por observadores independentes do processo eleitoral, foi provocado por ataques com explosivos e armas de fogo contra seções eleitorais, roubo de urnas e um bloqueio do Exército que impediu cerca de 130.000 membros da minoria tâmil de irem às urnas. Grupos armados tâmeis vêm promovendo há 18 anos uma guerra de guerrilhas, em defesa da criação de um Estado independente dessa etnia no norte do país. Só hoje, cinco pessoas morreram durante a noite e outras três em episódios de violência política durante o dia. Com estas últimas mortes, disseram os observadores independentes, seu número chega a 50 desde 21 de outubro. É pouco provável que o pleito ponha fim a meses de crise política.A presidente Chandrika Kumaratunga, eleita para um período de seis anos em 1999, disse que poderia recusar-se a designar Ranil Wickremesinghe, líder da opositora Frente Nacional Unida, como primeiro-ministro, mesmo que seu partido obtenha maioria no Parlamento de 225 cadeiras. A presidente tem o poder de suspender o Parlamento e convocar novas eleições se os legisladores desafiarem sua decisão.

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