Eletricista iraquiano comandava o levante de Faluja

Antes da invasão de Faluja por milhares de soldados americanos, autoridades descreviam a cidade como um antro de terroristas estrangeiros. Mas os principais comandantes da revolta que transformou a cidade provinciana num símbolo do nacionalismo árabe e da resistência aos EUA eram um eletricista e um pregador - ambos membros da comunidade local, e atualmente foragidos.A ascensão de Omar Hadid e do imã Abdullah al-Janabi oferece um vislumbre do estado atual da sociedade iraquiana, onde a presença militar americana provocou uma reação religiosa que deu a líderes islâmicos a oportunidade de preencher o vazio de poder deixado pelo fim da ditadura de Saddam Hussein, substituída por um governo fraco e alinhado com os EUA.Dos dois líderes da revolta de Faluja, Hadid, um eletricista na casa dos 30 anos que vivia com a mãe, parece ter sido o mais influente. Moradores de Faluja e iraquianos com parentes na cidade dizem que Al-Janabi era mais um líder espiritual - respeitado, mas sem a influência de Hadid sobre os grupos armados que patrulhavam as ruas e davam combate aos soldados americanos.Autoridades americanas e iraquianas crêem que Hadid mantinha laços estreitos com o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, o temido líder da Al-Qaeda no Iraque, e que manteria sua base em Faluja. No entanto, muitos moradores da cidade afirmam que Zarqawi nunca esteve na cidade.

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