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Elite norte-coreana usa Gmail, Facebook e iTunes

Segundo estudo de empresa americana, o reduzido grupo com livre acesso à internet tem os mesmos hábitos que o restante do mundo

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 18h25

WASHINGTON - Nos últimos anos, pesquisadores ocidentais têm vasculhado os dados da internet da Coreia do Norte em busca de atividades relacionadas a lançamentos de mísseis e ataques cibernéticos planejados pelo isolado país.

Mas o que encontraram os surpreendeu mais. A reduzida elite norte-coreana - que inclui poucas pessoas com livre acesso à internet - demonstrou ter os mesmos hábitos virtuais que o restante do mundo.

Eles usam seus smartphones para checar e-mails no Gmail, acessam contas no Facebook e no iTunes e buscam itens para comprar na Amazon e em seu concorrente chinês Alibaba. “Estes líderes estão fazendo muitas coisas parecidas com o que fazemos ao acordar de manhã”, disse Priscilla Moriuchi, integrante da Recorded Future, empresa de inteligência americana que divulgou um relatório sobre o fato: "Eles não estão isolados".

Mas essas observações aplicam-se apenas a um reduzido número de norte-coreanos, pois a vasta maioria da população de 25 milhões é pobre e não tem acesso à internet. Mesmo os poucos que dispõem de aparelhos celulares - um número estimado em 4 milhões - são sujeitos a uma forte censura da rede Kwangmyong, controlada pelo governo.

Mas muitos norte-coreanos têm acesso direto à internet por meio de universidades ou porque integram um grupo seleto de empresários ou são funcionários de alto escalão do governo ou do Exército. O estudo também mostrou que 65% de todo o tráfico de internet  é usado em jogos ou para baixar conteúdos online de sites como iTunes e o popular Youku, serviço de hospedagem de vídeos chinês.

Com sede em Massachusetts, EUA, a Recorded Future elaborou o relatório com base em dados coletados entre 1º de abril e 6 de julho, pela Team Cymru, uma empresa americana sem fins lucrativos voltada para segurança na internet. / WASHINGTON POST

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