Eddie Mulholland/Reuters
Eddie Mulholland/Reuters

Elizabeth II se reúne com a família para tratar da crise com o príncipe

Rainha se encontra com Harry, William e Charles para definir como atender ao desejo do neto de abrir mão de suas obrigações reais

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2020 | 21h32

LONDRES - A rainha Elizabeth II se reúne nesta segunda, 13, com vários integrantes da família real, incluindo seu neto, o príncipe Harry, após a crise causada por ele e sua mulher, Meghan Markle, ao anunciar seu desejo de abandonar suas obrigações na realeza – decisão que convulsionou o clã e a opinião pública.

Segundo a imprensa britânica, o príncipe Harry se reunirá com a avó na companhia de seu pai, o príncipe Charles, e seu irmão, o príncipe William, com quem mantém relações tensas.

O encontro será realizado na residência particular da rainha em Sandringham, no leste da Inglaterra. Meghan, que está no Canadá, pode participar da reunião por telefone.

O clima do encontro deverá ser tenso, uma vez que a família soube pela imprensa do desejo de Harry e Meghan de abandonar os deveres como membros do primeiro escalão da família real para viver uma parte do ano na América do Norte e trabalhar para adquirir independência financeira.

A rainha, de 93 anos, não teria sido consultada antes do anúncio de Harry, sexto na ordem de sucessão ao trono.

De acordo com o Sunday Times, a reunião abordará várias questões, como a renda do casal, títulos reais e que tipo de trabalho Harry e Meghan poderão realizar.

Como sinal do desconforto que essa decisão criou na família real, o jornal publicou ontem que o príncipe William sente que ele e Harry, muito próximos desde a morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997, se distanciaram bastante. 

“Coloquei meu braço nos ombros de meu irmão a vida toda, mas não posso mais fazer isso. Somos entidades separadas”, teria dito William a um amigo, segundo a publicação.

Harry, Meghan e seu filho, Archie, de oito meses, passaram o Natal no Canadá, para onde a ex-atriz americana retornou semana passada.

Até agora, Meghan e Harry abriram mão de seu subsídio mensal, embora expressassem seu desejo de manter seus títulos como duques, proteção policial e uso do Frogmore Cottage, uma casa nos terrenos do Castelo de Windsor, a oeste de Londres, cuja reforma foi paga com 2,4 milhões de libras (cerca de R$ 13 milhões) do tesouro.

Marca própria 

Além disso, o casal registrou a marca “Sussex Royal”, que abrange vários campos: de cartões postais a roupas, passando por consultoria ou campanhas de caridade.

O desejo de Harry e Meghan de viver ao mesmo tempo como príncipes, mas desfrutando dos privilégios de cidadãos anônimos é uma “mistura tóxica”, nas palavras de David McClure, especialista em finanças reais.

“Isso nunca funcionou antes”, disse à Press Association. “Como você pode estar metade dentro e metade fora? Como assumir funções públicas durante uma parte da semana e a outra metade ganhar dinheiro com palestras ou livros? É muito arriscado”, afirmou. / AFP

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