ELN considera que salvo-conduto recebido "não é sério"

O Exército de Libertação Nacional (ELN) considerou nesta quarta-feira que "não é sério" o reconhecimento político concedido pelo governo da Colômbia à representação da guerrilha no diálogo para um eventual processo de paz mantido em Cuba. O chefe militar e porta-voz principal do grupo, "Antonio García", explicou que o salvo-conduto fornecido pelo governo tem prazo de apenas três meses. O governo do presidente Álvaro Uribe anunciou em 24 de fevereiro que reconheceria os três delegados do ELN no diálogo em Havana que, em abril, chegará à terceira fase. O prazo "quer dizer que é um processo de paz até maio", alertou o líder rebelde na rádio "RCN". O governo "impõe um obstáculo" ao diálogo, acrescentou "Antonio García", que se chama Eliécer Erlington Chamorro Acosta e faz parte da delegação rebelde com Rafael Sierra Granada ("Ramiro Vargas") e Gerardo Antonio Bermúdez Sánchez ("Francisco Galán"). De acordo com o líder guerrilheiro, o ELN "vai examinar com muita atenção, e vai continuar observando qual é o comportamento deste governo frente ao tema da paz". O país precisa de uma "política de paz muito mais profunda, muito mais estável, que caminhe junto com processos de democratização", afirmou o chefe rebelde. "Antonio García" afirmou que o atual governo chegou ao poder com uma "proposta de guerra", que deve ser abandonada em prol de "desenhos de paz". Em dezembro, o Executivo de Uribe e o ELN abriram uma série "formal exploratória" para um eventual diálogo de paz, que já passou por duas fases e já preparou uma agenda de trabalho. A organização rebelde, fundada em 1964 e com aproximadamente cinco mil membros, é a segunda maior do país, depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Agencia Estado,

15 Março 2006 | 14h32

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