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ELN insiste em abrir diálogos de paz com governo colombiano

Segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia diz que levará adiante negociação, apesar de acordo com as Far ter sido rejeitado em plebiscito

O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 20h51

BOGOTÁ - O Exército de Libertação Nacional (ELN) insistiu nesta terça-feira em abrir a fase pública dos diálogos de paz com o governo colombiano, apesar do acordo assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ter sido rejeitado no plebiscito de domingo.

"Neste difícil momento para a Colômbia, o ELN reafirma sua decisão irrevogável de passar para a fase pública e cumprir a agenda estipulada em março", escreveu o grupo no Twitter.

A opção pelo "não" foi a vencedora na consulta popular de domingo sobre o acordo de paz com as Farc, com 6.431.376 votos, 50,21% do total, enquanto o "sim" obteve 6.377.482, que correspondem a 49,78%.

Em 30 de março, o ELN e o governo colombiano anunciaram em Caracas, na Venezuela, o início de uma fase pública de diálogos de paz, cuja abertura foi condicionada pelo Executivo, que exigia a solução de alguns "temas humanitários", como o fim dos sequestros.

No entanto, até o momento, essa fase pública não começou, já que o ELN, a segunda maior guerrilha da Colômbia, não libertou todas as pessoas que mantém sequestradas, mas apenas uma.

Apesar disso, o ELN afirmou que "mantém sua decisão de tentar superar qualquer dificuldade que se apresente" e fez um pedido ao presidente Juan Manuel Santos para que faça o mesmo.

A guerrilha também fez um chamado para que seja criada uma "grande confluência pela paz" que permita "remover a violência da política" em definitivo.

Na opinião do ELN, a vitória do "não" no referendo de domingo "mostra a força dos inimigos da paz".

A guerrilha também destacou que, nessa consulta, mais de 62% da população apta a votar não compareceu às urnas, "o que mostra a grave crise da democracia colombiana".

Como fizeram em outras ocasiões, os guerrilheiros pediram que o "o povo e a nação sejam partícipes" do acordo de paz. / EFE

 

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