Reprodução / Facebook
Reprodução / Facebook

ELN liberta jornalista espanhola sequestrada na Colômbia

Salud Hernández-Mora foi sequestrada em 23 de maio por guerrilheiros do ELN em El Tarra, perto da fronteira da Venezuela

O Estado de S. Paulo

27 Maio 2016 | 18h13

BOGOTÁ - O Exército de Libertação Nacional libertou na tarde desta sexta-feira, 27, a jornalista espanhola Salud Hernández-Mora, sequestrada há uma semana no Departamento de Catatumbo, no interior da Colômbia. O anúncio do fim do cativeiro foi feito pelo bispo de Ocaña, o monsenhor Gabriel Ángel Villa, em cadeia de rádio e TV.

“Estou estupendamente bem”, disse a jornalista após a libertação. “Muito obrigado à Igreja Catókuca e a todos os colegas.”Salud foi sequestrada no sábado por guerrilheiros do ELN em El Tarra, perto da fronteira da Venezuela. 

Segundo o religioso, ele conversou com a refém e ela estaria bem de saúde. Ainda de acordo com o bispo, outros dois jornalistas da rede de televisão colombiana RCN seriam libertados ainda ontem.

A jornalista, correspondente do jornal El Mundo e colunista do diário colombiano El Tiempo, tinha sido vista pela última vez no sábado.

Ela viajou na semana passada ao local para realizar uma reportagem sobre os cultivos de coca. Seu paradeiro era desconhecido desde o sábado, quando foi vista em companhia de uma freira em um restaurante da cidade.

A jornalista, que vive na Colômbia há vários anos, é conhecida por suas posturas radicais contra os grupos guerrilheiros e suas duras críticas ao processo de paz do governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Na região de Tarra há uma forte presença de grupos guerrilheiros, especialmente do ELN e da Frente Libardo Mora Toro, um reduto do Exército Popular de Libertação (EPL).

Negociações. O Ministério da Defesa da Colômbia anunciou o envio de reforços militares e policiais a Catatumbo para tentar encontrar Salud. O governo do presidente Juan Manuel Santos também contava com a ajuda da Cruz Vermelha Internacional (CICV) para resgatá-la. 

Além da Cruz Vermelha, o governo colombiano contou com a ajuda da Igreja Católica para libertar a jornalista, mas até a noite de ontem ainda não estava claro que papel cada instituição tinha desempenhado nas negociações pela libertação de Salud e dos outros repórteres mantidos em cativeiro pelo ELN.

Na quinta-feira, o órgão informou no Twitter que, por instrução do presidente Juan Manuel Santos, fez contato com o CICV oferecendo colaboração se (a organização) se envolver no retorno dos jornalistas.

No passado, o CICV atuou como mediador em libertações de reféns em poder de grupos guerrilheiros como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), operações para as quais são ativados protocolos que geralmente incluem a interrupção de operações militares na região, onde são realizadas ações humanitárias. /AP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.