REUTERS/Alberto Suarez
REUTERS/Alberto Suarez

ELN nega ser responsável por ataque à equipe da ONU na Colômbia

Em sua conta nas redes sociais, guerrilha afirmou que não teve relação com ação contra Missão da ONU em uma área remota do município de Caloto, no Departamento (Estado) de Cauca que deixou uma pessoa ferida

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2017 | 11h15

BOGOTÁ - A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) negou no domingo ser responsável pelo ataque a uma equipe com observadores da Missão das Nações Unidas (ONU) na Colômbia, em que um policial ficou ferido.

"O ELN desmente a autoria do ataque à Missão da ONU na Colômbia", disse o grupo através da conta no Twitter da sua delegação nos diálogos de paz com o Governo.

A Missão da ONU na Colômbia confirmou que uma equipe em que estavam alguns dos seus observadores, membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da Polícia "foi emboscada" quando trabalhava na extração de explosivos ocultos em 'caletas' (esconderijos) dessa guerrilha.

O grupo estava em uma área remota do município de Caloto, no Departamento (Estado) de Cauca, no sudoeste do país, quando o ataque aconteceu. Um integrante da Unidade para a Edificação da Paz (Unipep) ficou ferido.

Depois de receber as armas de quase 7 mil integrantes das Farc, a missão trabalha para retirar armamento e explosivos de 779 pontos, com a colaboração de membros dessa guerrilha e o apoio da Polícia.

A Missão da ONU na Colômbia tem caráter político e não militar, sendo que os policiais e militares internacionais que a integram andam desarmados, ainda que claramente identificados com coletes azuis com o emblema do organismo.

Neste sentido, o ELN denunciou que várias testemunhas e autoridades indígenas lhes informaram que há pessoas que usam os seus braceletes, desenham grafites com suas siglas e usam slogans em ações nas quais o grupo nega estar envolvido.

Por último, o ELN pediu que haja uma investigação sobre do ataque à Missão da ONU. O Governo da Colômbia e o ELN começaram no dia 7 de fevereiro em Quito um processo de diálogo, a fim de acabar com o confronto entre as partes que durou mais de 52 anos. / EFE

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