REUTERS/Marco Bello
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ELN revela que diálogo com governo da Colômbia começará em maio no Equador

Como sede das negociações, Quito deve receber a maior parte das reuniões entre a guerrilha e o governo da Colômbia; sessões de trabalho estão previstas também em Venezuela, Chile, Brasil e Cuba

O Estado de S. Paulo

08 Abril 2016 | 08h49

BOGOTÁ - A guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou na quinta-feira, 7, que a primeira mesa de diálogo de paz com o governo da Colômbia será instalada em maio, no Equador.

Através de uma de suas contas no Twitter, a guerrilha anunciou que "em maio será instada a mesa pública no Equador", sem oferecer mais informações sobre uma data específica e outros detalhes.

No último dia 30, quando o ELN e o governo colombiano anunciaram em Caracas, na Venezuela, um acordo para dar início a uma fase pública de diálogos de paz, não estipularam uma data concreta para o começo das conversas.

No entanto, as partes deixaram claro que o diálogo terá como sede o Equador e sessões de trabalho em Venezuela, Chile, Brasil e Cuba, que, junto com a Noruega, serão os mediadores do processo.

Naquele dia, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que a negociação de paz com o ELN será iniciada assim que forem resolvidos "temas humanitários", entre eles o fim dos sequestros.

"Para o governo não é aceitável avançar em um diálogo de paz com o ELN enquanto este mantiver pessoas como reféns", afirmou o chefe de Estado.

O ELN libertou nos últimos dias um ex-governador do Departamento (Estado) colombiano do Chocó, Patrocinio Sánchez Montes de Oca, que era mantido como refém desde 2013, e o policial Héctor Germán Pérez Monterroso, sequestrado no último dia 20, no Departamento de Bolívar, no norte do país. / EFE

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