Elogiado, Fox despede-se de cúpula com pedidos de apoio

O presidente do México, Vicente Fox, encerrou nesta sexta-feira a cúpula com os EUA e Canadá, a última de que participa, "otimista" com a reforma migratória americana, e pediu a seus parceiros do norte que ajudem a América Central e o Caribe. A oito meses de deixar o poder, Fox foi elogiado em Cancún pelo presidente americano, George W. Bush, e pelo primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper. Os três avaliaram o andamento da Aliança para a Segurança e a Prosperidade da América do Norte (Aspan). A Aspan é uma organização concebida há um ano como um passo à frente do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), assinado por Canadá, EUA e México em 1993 e, segundo a reunião de Cancún, o acordo comercial mais dinâmico e bem-sucedido do mundo. Bush e Harper disseram em entrevista coletiva conjunta que Fox, nos seis anos do seu mandato, demonstrou uma grande liderança nacional e regional, fortalecendo a democracia mexicana e levando a economia do país a um ciclo de crescimento e estabilidade. A próxima cúpula presidencial da Aspan será no Canadá, em 2007. Na ocasião, Fox já terá transmitido o cargo para o vencedor das eleições de 2 de julho. Atualmente, o favorito é o candidato de esquerda Andrés López Obrador. O presidente mexicano, firme defensor do livre-comércio e crítico dos "modelos populistas", afirmou que a associação do seu país com o Canadá e os EUA foi "bem-sucedida e produtiva". Ele disse que deixará um legado de "compromissos e responsabilidades" em relação à segurança nas fronteiras e ao desenvolvimento socioeconômico. Imigração As "responsabilidades" foram citadas quando Fox reafirmou o seu desejo de que Washington aprove uma reforma migratória permitindo o fluxo de pessoas "legal, ordenado e que respeite os direitos humanos". Ele defendeu medidas que beneficiem os milhões de mexicanos que vivem nos Estados Unidos, e que em 2005 foram responsáveis pelo envio de US$ 20 bilhões em remessas para o México. Bush respondeu que continua determinado a defender a reforma no Congresso americano. Ele ressaltou que a "segurança nas fronteiras" é um requisito básico para os negócios, o investimento, o desenvolvimento e a justiça social. O governo mexicano lançou este ano uma campanha para que a reforma migratória seja "integral e humanitária". O país formou um bloco com a América Central e a Colômbia, promovendo um vasto trabalho de "convencimento" nos círculos políticos em Washington. Ele também pediu que EUA e Canadá apóiem o seu plano energético, para estimular o desenvolvimento dos países da América Central e assim evitar a emigração de milhares de latino-americanos, que a cada ano chegam ao México com o sonho de entrar nos Estados Unidos.

Agencia Estado,

31 Março 2006 | 19h19

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