Elogios de Hillary ao 'país sem nome'

Junta desaprova termo Birmânia, usado nos EUA

O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2012 | 03h04

Os louvores dos Estados Unidos aos avanços democráticos de Mianmar crescem a cada dia, o que não quer dizer que secretária de Estado, Hillary Clinton, consiga usar o nome do país na presença de autoridades da antiga Birmânia.

Ontem, Hillary evitou citar os termos Mianmar e Birmânia em um discurso realizado em um fórum regional em Phnom Penh, capital do Camboja. A secretária de Estado dos Estados Unidos elogiou as reformas no país, mas passou a impressão de que não queria ofender o governo de Mianmar e seus diplomatas ao se referir à nação pelo nome usado oficialmente em Washington:Birmânia.

O termo irrita os generais da junta militar, que agora comandam a transição democrática. O dilema é antigo, data de 1989, quando o Exército birmanês mudou o nome do país para Mianmar, um ano depois de milhares de pessoas serem mortas na repressão contra um levante popular.

Os EUA não aceitam o novo nome porque acreditam que isso daria legitimidade ao governo dos generais. A Grã-Bretanha, antiga metrópole colonial de Mianmar, também só se refere ao país como Birmânia.

Hillary reuniu-se, no fim do dia, com o presidente de Mianmar, Thein Sein, em um encontro de líderes empresariais na cidade cambojana de Siem Reap, dois dias depois de os EUA terem amenizado as sanções contra o país. O objetivo de Washington é permitir que companhias americanas invistam na Birmânia - ou em Mianmar, como preferem os militares birmaneses. / REUTERS

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