Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters

Em 1° debate, Romney tenta virar o jogo contra Obama

Republicano enfrenta atual presidente pela primeira vez na campanha eleitoral; acompanhe pelo Radar Global

Denise Chrispim Marin, enviada especial a Denver, EUA,

03 de outubro de 2012 | 10h57

Texto atualizado às 21h48 DENVER, COLORADO -  O primeiro debate entre os candidatos à Casa Branca, programado para esta noite na Univerdade de Denver, no Colorado, poderá definir a eleição presidencial de 6 de novembro. O candidato republicano, Mitt Romney, terá neste evento sua grande - e provavelmente última - chance de virar o jogo atualmente favorável ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Se sair-se bem, sua campanha poderá recuperar fôlego para desafiar a de Obama nos próximos 34. Caso contrário, nem mesmo os dois debates seguintes - nos Estados de Nova York e da Flórida - deverão alavancar sua candidatura.

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Romney sobe ao palco montado em um ginásio de hóquei da universidade com quatro a onze porcentuais atrás de Obama nas pesquisas de opinião nacionais mais recentes. Cálculos baseados nas pesquisas estaduais mostram o presidente e candidato à reeleição com 269 delegados para o Colégio Eleitoral. Para ser eleito, o candidato precisa de 270 votos nessa instância final do processo eleitoral americano.

O debate entre Obama e Romney começará às 19h (22h, no horário de Brasília) e terá 90 minutos de duração. A metade desse período será reservada para a discussão da questão mais sensível desta eleição - o compasso lento da recuperação da economia americana, a presença de 12 milhões de desempregados e de mais 11 milhões de subempregados e o crescente endividamento federal. O local escolhido, Denver, é a capital do tradicionalmente indeciso Estado do Colorado. Nesse terreno, Obama e Romney continuam em empate técnico.Na manhã de ontem, estudantes sorteados para presenciar o debate já formavam uma fila diante do prédio. A eleitora democrata Jill Mclemore, de 54 anos, esperava chegar à universidade apenas no final da tarde. Enquanto isso, por volta das 13h, caminhava pelas ruas do centro de Denver com uma placa na mão na qual se lia "Registro de Eleitor". Jill trabalha como voluntária da campanha de Obama, com a função de facilitar a inscrição de eleitores, que termina em 9 de outubro. Por seu desempenho, foi premiada com o acesso à restrita área da plateia do debate. "Para os desconfiados, eu dou o endereço na internet onde podem se registrar. Algumas pessoas são cínicas comigo, mas a maioria me recebe bem e me agradece por esse trabalho", afirmou ela, quando caminhava na vizinhança da Prefeitura de Denver.

Do lado de fora do cordão de isolamento, na Universidade de Denver, pequenos grupos de manifestantes se formaram horas antes do debate. Em protesto solitário, uma mulher carregava uma placa contra o aborto enquanto estudantes criticavam a "guerra contra as mulheres", como chamam as políticas republicanas contrárias à interrupção da gestação. Jovens pediam o fim do "império de Wall Street", e membros do movimento Ocuppy pediam a mudança do "sistema". Duas pessoas envergavam , como fantasias, bonecos gigantes de Obama e de Romney. E um homem disfarçado de elefante de pelúcia protestava contra o cruel tratamento aos animais de circos.Distante do que se viu na convenção democrata em Charlotte, Carolina do Norte, em Denver não havia um comércio de artigos com a marca de Obama à venda. O evento, que custou o investimento de US$ 13 milhões pela Universidade de Denver, foi organizado para alcançar 60 milhões de telespectadores nos EUA e ser divulgado por 5.000 jornalistas americanos e do resto do mundo, inclusive do Brasil.

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