TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Em 12 dias de vendas, número de compradores de maconha no Uruguai quase dobra

No dia 19, o Uruguai se tornou o primeiro país do mundo a controlar do início ao fim a produção e compra e venda de maconha de uso recreativo com sua distribuição em farmácias

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2017 | 19h42

MONTEVIDÉU - O número de inscritos no Uruguai para comprar maconha em farmácias passou dos 4.959 do dia 16 de julho, último dado disponível antes do início das vendas (três dias depois), para os 9.221 contabilizados no domingo, segundo o site do Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (Ircca).

Também foi registrado um aumento na quantidade de cultivadores, que eram 6.235 em 10 de julho e subiram para 6.942, segundo dados apresentados pelo Ircca até domingo.

Além disso, houve um importante crescimento no número de clubes de maconha, de 38 em 10 de julho para 63, segundo os últimos dados.

Além disso, o Ircca informou que está "atendendo e processando novas solicitações de adesão de farmácias ao sistema", o que representará um aumento da quantidade de pontos de acesso em diferentes locais do país.

No dia 19, o Uruguai se tornou o primeiro país do mundo a controlar do início ao fim a produção e compra e venda de maconha de uso recreativo com sua distribuição em farmácias.

Até o momento, a venda está disponível em apenas 16 farmácias, situadas em 11 dos 19 Departamentos do país, em pacotes de cinco gramas e a um preço de 187,04 pesos uruguaios (US$ 6,5).

A aquisição pelas farmácias é uma das três vias de acesso à maconha recreativa estabelecidas pela lei aprovada em dezembro de 2013, no governo de José Mujica (2010-2015), para o controle e regulação da compra e venda da substância.

Tal norma também previu o acesso à maconha de uso recreativo por meio de clubes de cultivadores e o cultivo doméstico. / EFE

 

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