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Em 1.ª mensagem pública, novo líder do Taleban pede união e continuidade da jihad

Akhtar Mohammad Mansour assumiu a liderança do grupo após o anúncio da morte de mulá Omar

O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2015 | 12h43

PESHAWAR - O novo líder do Taleban pediu unidade na insurgência em sua primeira mensagem pública divulgada neste sábado, 1, em meio a relatos de que parentes do seu antecessor, mulá Mohammad Omar, se opuseram à sua eleição, e anunciou que a formação "continuará a jihad até que seja estabelecido o regime islâmico".

O novo chefe do grupo terrorista, mulá Akhtar Mohammad Mansour, foi vice durante vários anos do ex-líder mulá Omar, que tinha um olho só e serviu como figura unificadora e guia espiritual para a insurgência, apesar de sua ausência.

"Fomos ordenados por Alá a manter a unidade. Alá ficará insatisfeito com desunião e nosso inimigo estará contente. O inimigo não pode nos derrotar se mostrarmos unidade", disse ele em uma gravação de áudio que os membros do Taleban entregaram a jornalistas. 

"Vou utilizar todas as minhas energias para seguir nosso falecido mulá Mohammad Omar e sua missão. Precisamos ser pacientes e devemos tentar chegar àqueles amigos que estão infelizes. Vamos ter de convencê-los e levá-los a bordo."

Mansur afirmou que o objetivo do grupo é "seguir o islã" e pediu aos integrantes para que o "pratiquem e estejam preparados para fazer sacrifícios". O novo líder talibã alertou que as dúvidas prejudicam o grupo, por isso pediu a cooperação entre facções para evitar cair na "propaganda".

Na sexta-feira, comandantes do Taleban que participaram da reunião que escolheu Mansour como sucessor de Omar disseram à Reuters que o filho e o irmão de Omar abandonaram o encontro em protesto.

A dissidência aberta dentro do principal grupo do movimento ressalta o desafio que Mansour enfrenta. Ele tem de tentar persuadir comandantes a prosseguir com as negociações de paz junto ao governo afegão, ao mesmo tempo em que o grupo extremista Estado Islâmico intensifica o recrutamento de combatentes na região. 

A escolha de Mansour poderia ser um desenvolvimento promissor para as negociações de paz, dizem os analistas, se ele for capaz de convencer outras facções da insurgência rebelde a apoiá-lo. /EFE e REUTERS

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