Em 24 horas, 30 mil fogem de operação militar no Quênia

Governo nega que civis são atacados na ofensiva contra grupo rebelde ligado aos conflitos no país

Associated Press e Reuters,

10 de março de 2008 | 11h25

Cerca de 30 mil pessoas saíram de suas casas nas últimas 24 horas em meio a uma operação militar do Exército do Quênia contra um grupo rebelde ligado aos sangrentos conflitos por terra no oeste do país africano. Nesta segunda-feira, 10, helicópteros militares bombardearam alvos rebeldes na fronteira com Uganda, sem registro de vítimas. O porta-voz do governo Alfred Mútua confirmou a operação na região da fronteira do país com Uganda , afirmando que o Exército estava garantindo suporte logístico para a operação da polícia contra "criminosos operando nas montanhas, por conta da altitude". A afirmação sobre a retirada da população foi feita por Ochiemo Cheptai, representante da Cruz Vermelha local. De acordo com ele, o Exército iniciou no domingo, 9, as operações contra a Força de Defesa da Terra de Sabaot. Os militares entraram em dezenas de aldeias na região do Monte Elgon e bombardearam algumas delas. O deputado Fred Kapondi denunciou que o Exército está atacando civis nas áreas de baixada ao invés de procurarem pelos rebeldes em seus esconderijos na floresta. Mohamud Birik, representante do governo na região, nega que civis estejam sendo atacados.

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