REUTERS/Lucas Jackson
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Em abertura da Assembleia, secretário-geral da ONU faz referência à tensão em Pyongyang

Antonio Guterres alertou que o risco representado pelas armas nucleares se encontra em seu nível mais elevado desde a Guerra Fria

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 12h26

NOVA YORK, EUA - A ansiedade global ante o risco representado pelas armas nucleares se encontra em seu nível mais elevado desde a Guerra Fria, alertou nesta terça-feira, 19, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em referência aos testes realizados pela Coreia do Norte.

Em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, ele afirmou que o uso de armas nucleares é impensável e a ameaça de seu uso deveria ser condenada porque "o medo não é abstrato". "Milhões de pessoas vivem sob a sombra projetada pelos provocativos testes nucleares e balísticos na República Popular e Democrática da Coreia", expressou o diplomata português.

Em um alerta sombrio, Guterres disse que "não podemos caminhar como sonâmbulos para uma guerra". Para ele, a retórica agressiva pode levar a "mal-entendidos fatais" e, portanto, assinalou que "a solução deve ser política".

Em seu discurso, o secretário-geral da ONU enumerou várias das ameaças as quais identifica como as mais graves para a estabilidade mundial. Nesse sentido, também mencionou a continuidade das violações sistemáticas dos direitos humanos, mencionando explicitamente Mianmar. Guterres pediu urgência para deter no país as violentas ações militares contra integrantes da comunidade muçulmana dos rohingyas, o que provocou uma fuga em massa para Bangladesh.

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Ele também se referiu à "ameaça global do terrorismo", que continua cobrando um saldo "de morte e devastação". Guterres pediu "uma cooperação internacional mais forte, especialmente para dar atenção às raízes da radicalização, incluindo injustiças reais ou percebidas como tais".

O chefe da ONU alertou igualmente contra o impacto que a desigualdade econômica tem na estabilidade global. De acordo com Guterres, "a exclusão tem um preço: frustração, alienação e instabilidade".

A mudança climática, acrescentou, também "coloca as esperanças em risco". Por isso, pediu aos "governos que implementem o histórico Acordo de Paris". / AFP

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