Parlamento britânico / AFP
Parlamento britânico / AFP

Em abertura de debate sobre acordo do Brexit, Johnson pede unidade ao Parlamento

Câmara discute hoje o projeto que deve transformar em lei o tratado de saída do Reino Unido da União Europeia; mais tarde, parlamentares devem votar o texto

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2019 | 09h04

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, abriu nesta sexta-feira, 20, o debate sobre o projeto de lei relacionado à saída do Reino Unido da União Europeia (UE) pedindo unidade ao Parlamento para concretizar o Brexit.

Em sessão especial antes do recesso natalino, a Câmara dos Comuns debate o chamado Projeto de Lei de Retirada (WAB, na sigla em inglês), que deve transformar em lei o acordo do Brexit negociado com o bloco. Depois, os parlamentares deverão votar o texto por volta das 14h30 (11h30 em Brasília).

"Este é o momento de agir juntos e escrever um novo capítulo na história do país", disse o premiê, ao pedir para que os parlamentares aproveitem as oportunidades que surgirão com a saída do bloco.

Johnson pediu para que os políticos permitam que "o calor natural e o afeto compartilhado" com os países europeus ajudem a apoiar "um grande projeto nacional novo".

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"Este é o momento de agirmos juntos como um país com novo vigor, um Reino Unido cheio de confiança renovada no nosso destino nacional", acrescentou Johnson, que excluiu qualquer possibilidade de prolongar o período de transição, fixado para o final de 2020, quando o país cortará todos os laços com a UE.

Acordo comercial

Segundo o acordo, Londres e Bruxelas devem negociar a futura relação em 2020 e chegar a um acordo comercial, embora especialistas considerem difícil alcançar um pacto em menos de um ano. Johnson quer negociar um amplo acordo comercial com os Estados Unidos após o Brexit.

Enquanto isso, o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, que é a favor de negociar um pacto diferente com o bloco, disse que seu partido não apoiará o acordo do Brexit e que este é um "caminho insensato" pois levará a um acordo comercial "tóxico" com os americanos. / EFE

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