AFP PHOTO / MAXIMILIANO LUNA
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Em alta após eleições, Macri promete reformas econômicas na Argentina

Presidente disse que é necessário manter a austeridade das contas públicas, reduzir impostos, lutar contra a inflação e a pobreza, além de reduzir o déficit fiscal, mas não fez nenhum anúncio de como alcançar essas metas

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 17h55

BUENOS AIRES  - Fortalecido pelo bom resultado de seu partido, o Cambiemos, na eleição legislativa deste mês, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, propôs nesta segunda-feira, 30, uma série de reformas econômicas a empresários, políticos e sindicalistas. Segundo ele, os projetos têm como objetivo melhorar a criação de empregos e a situação fiscal do país. 

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Macri disse que é necessário manter a austeridade das contas públicas, reduzir impostos, lutar contra a inflação e a pobreza, além de reduzir o déficit fiscal, mas não fez nenhum anúncio de como alcançar essas metas. “As propostas concretas serão divulgadas na próxima semana”, disse o presidente. 

O presidente apenas disse que as reformas terão três eixos: responsabilidade iscal, emprego e qualidade institucional.Apesar do aumento da bancada, o Cambiemos ainda precisa aliar-se ao peronismo para aprovar projetos de lei.  

Em reação ao projeto, movimentos sociais protestaram em Buenos Aires e pediram que  governo cumpra uma lei de emergência econômica que prevê o aumento de subsídios a setores mais pobres. 

“Queremos políticas de Estado, mas em nenhum momentos aceitaremos perdas de direitos básicos dos trabalhadores”, disse o líder sindical Héctor Daer, da Confederação Gera dos Trabalhadores (CGT), o principal sindicato argentino.  “Esse debate tem excluído os movimentos sociais”, acusou Juan Grabois, um dos líderes das manifestações. 

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Macri tem o apoio do mercado financeiro, dos Estados Unidos e da União Europeia para as reformas, um passo além do que ele tem feito desde a posse. 

Ao assumir, ele liberou o câmbio, que era controlado na gestão da ex-presidente Cristina Kirchner. A inflação aumentou e o consumo desabou. O presidente também chegou a um acordo com os chamados “fundos abutres”, que detinham parte da dívida externa do país. Ele também retirou os pesados subsídios das tarifas públicas, que subiram entre 400% e 1000%. /AFP

 

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