Jim Lo Scalzo/ EFE
Jim Lo Scalzo/ EFE

Em ano eleitoral, ativistas e partidos dos EUA fazem campanha por meios digitais durante a pandemia

Regras de confinamento adotadas no país forçaram a criação de novas estratégias para seguir com a campanha

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2020 | 12h55

Quando as ordens de confinamento adotadas em razão do novo coronavírus obrigaram Felix Clarke, ativista político de New Hampshire, nos Estados Unidos, a ficar em casa, o universitário precisou encontrar novas maneiras de contatar os eleitores jovens antes das eleições de novembro. Clark criou uma conta no jogo de computador online Minecraft, vestiu seu avatar com a camiseta azul usada pelos ativistas da NextGen America, o grupo progressista para o qual trabalha, e procurou outros jogadores com sua mensagem de campanha.

“Basicamente, puxei assunto do mesmo modo que faço em pessoa com outros alunos da Universidade de Plymouth State”, disse Clarke por meio de uma porta-voz da NextGen. “Conversamos durante o jogo principalmente sobre como votar e porque, sendo a maior fatia de eleitores habilitados, é tão importante os jovens se fazerem ouvir.”

Grupos políticos grandes e pequenos se voltaram às campanhas digitais em meio às regras de distanciamento social que afetam a maioria dos norte-americanos, usando mensagens de texto, redes sociais e videochamadas para forjar uma nova forma de organização à medida que a eleição presidencial se aproxima.

Na eleição, o presidente republicano Donald Trump deve confrontar o provável indicado democrata Joe Biden, e a campanha transcorre tendo a pandemia de coronavírus como pano de fundo quase único. Organizadores republicanos trocaram os comícios lotados e barulhentos por transmissões online e eventos de redes sociais com 24 horas de aviso prévio, disse o porta-voz de campanha de Trump, Ken Farnaso.

Cerca de mil funcionários e centenas de milhares de voluntários se voltaram para o ativismo digital, disse ele, e outros ligam de casa ao invés de fazê-lo em massa nos comitês de campanha.

“Estamos realizando eventos virtuais, treinando membros das Trump Neighborhood Teams online, ativando a rede maciça de voluntários para fazer ligações em nome do presidente e continuando nossos esforços para registrar eleitores online”, disse Farnaso em um email.

A campanha de Biden construiu um estúdio na casa do candidato em Delaware, onde o ex-vice-presidente transmite podcasts e debates populares e faz participações em programas de notícias.

Os organizadores recrutam voluntários através de mensagens de texto e realizam videoconferências e videochamadas com eleitores comandadas por apoiadores como a estrategista Symone Sanders, disse o porta-voz de Biden, Vedant Patel./ REUTERS

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